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Por que pênalti não marcado para Alemanha contra a Espanha na Eurocopa seguiu recomendação da Uefa

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Toni Kroos se APOSENTA dos gramados após eliminação da Alemanha na Eurocopa (0:53)

Jogador de 34 já havia anunciado que após a Eurocopa se despediria dos gramados (0:53)

Nesta sexta-feira (5), a Espanha derrotou a Alemanha por 2 a 1 nas quartas de final da Eurocopa, mas os anfitriões ficaram na bronca pela não marcação de um pênalti na prorrogação.

Musiala tentou um chute a gol na prorrogação, aos 105 minutos, de fora da área, que foi bloqueado por Cucurella. Os jogadores da Alemanha apelaram por pênalti por toque de mão, mas o árbitro Anthony Taylor ignorou os apelos. O VAR, Stuart Attwell, verificou se havia um possível pênalti.

Mas por que não foi marcado o pênalti pelo VAR? É um dos grandes dilemas do futebol moderno. Quando o toque da bola na mão ou no braço é uma falta ou não?

Esta situação ocorreu em jogos sucessivos com a Alemanha, ambos com Attwell como VAR. Um resultou em pênalti, o outro não. Então qual é a diferença e por quê?

Vamos falar do primeiro, nas oitavas de final, quando o dinamarquês Joachim Andersen cometeu um pênalti quando a bola tocou em seu braço após cruzamento de David Raum.

A UEFA diz que se o braço estiver em uma posição elevada (ou horizontal) criando uma barreira para parar a bola, que não é explicável pela posição do corpo, então o árbitro e/ou o VAR devem aconselhar um pênalti. Se a UEFA não acreditasse que essa foi uma decisão correta, Attwell não estaria na cadeira de vídeo para este jogo.

No briefing pré-torneio, Roberto Rosetti, chefe de árbitros da UEFA, deu exemplos específicos de penalidades de mão na bola. Rosetti mostrou um clipe da bola atingindo o braço de um defensor que estava em uma posição vertical, perto do corpo. Ele disse que isso não deveria ser uma penalidade e se o braço estiver perto do corpo, e não estendido para criar o que poderia ser considerado uma barreira, isso não deveria ser punido.

Foi muito próximo do incidente de Cucurella. Embora o toque de mão nas competições da UEFA continue mais rigoroso, ele tentou dar pelo menos um pouco mais de margem de manobra aos defensores para que eles não precisem ter a mão atrás das costas.

Portanto, um defensor em pé quando a bola atinge seu braço ao lado do corpo ou próximo a ele, em posição vertical e/ou com o braço atrás da linha do corpo não deve ser punido.

O problema? A bola batendo no braço de Andersen de uma distância bem próxima, com contato mínimo, quando em movimento de corrida, parece menos aceitável do que dar um pênalti contra Cucurella por parar um chute a gol. Mas, goste ou não, em ambos os casos a decisão foi tomada como a UEFA esperava.